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BOLETIM SILO DE PLASTO ARMAZENAGEM DA PÓS-COLHEITA Imagine quanto trabalho é necessário para obter uma boa colheita: é preciso capinar, virar a terra, semear, esperar a chuva chegar, capinar mais, sem falar do trabalho da colheita, transporte e armazenagem. E o trabalho não pára aqui, porque agora, com toda colheita no seu lugar, começa o cuidado da pós-colheita. Problemas com fungos, ratos, umidade e broca causam grandes perdas. Um estudo feito pelo Ministério de Agricultura revelou que quase a metade da pós-colheita se perde desta maneira. milho 472 * * perdidas em milhões de reais É o pequeno produtor, o maior fornecedor da alimentação da população brasileira, quem sofre mais por falta de recursos para construir silos adequados e por falta de conhecimento de como construir de uma forma mais econômica. Será que não existem outras soluções? UM MODELO TRADICIONAL No país do México há mais de mil anos o povo Azteca resolveu o problema do cuidado da pós-colheita com o uso de um tipo de silo em forma de uma bola, sobre uma base de pedras. O silo é feito de uma mistura de barro, areia e sapé. A forma redonda tem várias
vantagens: não esquenta tanto como uma superfície plana
graças a diferenças na incidência solar e ao vento,
que ao tocar uma superfície curva tem um aumento de velocidade
e leva, assim, o ar quente. Além do mais os ratos não
podem subir para chegar lá dentro. Reproduzindo um modelo tradicional, os técnicos do TIBÁ descobriram que para uma aplicação geral desta técnica seria um pouco difícil encontrar os materiais certos e precisa-se de muito tempo para ser hábil em manejar tal forma de construir. Após ter testado várias outras maneiras de conseguir a forma igual, mas usando uma técnica de montagem diferente, encontraram um tipo de silo em forma e estrutura de uma bola de futebol, feito com um tipo de massa comum reforçada com uma rede de plástico. Precisa-se de pouco material para fazer um silo de um tamanho certo para a quantidade da colheita de um pequeno produtor. COMO CONSTRUIR COM PLASTO Consegue-se a forma deste silo juntando 20 placas hexagonais e mais 12 placas pentagonais. Cada placa tem uma espessura de 1 centímetro e são feitas com massa de areia e cimento reforçado no meio com uma rede de plástico, uma reciclagem das bolsas usadas para transportar frutas e verduras. Essa técnica é chamada concreto de plasto. Nos 5 ou 6 lados da placa deixa-se um pedaço de arame para facilitar a montagem depois. As placas são produzidas no chão, usando ripas finas como moldes. Depois de uma semana, quando todas estiverem curadas, junta-se uma por uma sobre uma base de alvenaria.
O buraco para encher o silo fica em cima, a última placa serve como tampa para proteger o silo da chuva. Quando o silo fica ao ar
livre é necessário construir um teto, de sapé
ou de telhas sobre uma pequena estrutura de madeira. Todas as placas têm lados de mesma dimensão. Com um lado de 45 centímetros pode-se obter um silo com a capacidade de.armazenar 3 metros cúbicos de grãos.
Os grãos são retirados através de uma abertura na base. Por meio de um pedaço de tubo pvc se faz uma canaleta por onde os grãos podem sair. Quando se deseja fechar a saída, basta empurrar o tubo para dentro. OUTROS USOS DO SILO Pode-se usar o silo também como caixa d´água, só que é necessário construir um apoio no primeiro anel de baixo já que a água é bem mais pesada que os grãos. Basta fazer pequenos apoios de alvenaria para poder encher o silo com água até a borda (3 mil litros ou uma tonelada de peso). Pode-se aproveitar a base para incluir filtros de areia e brita, de maneira que a água já saia purificada. Este Boletim integra um conjunto de informações do TIBÁ sobre métodos alternativos adequados à vida cotidiana |
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