Em 2002 acabou a guerra civil que durou 16 anos em Moçambique. A
zona onde Peter van Lengen visitou, a região de Zambezia foi
a mais afetada. Toda a infra-estrutura industrial foi destruída,
bens como fábricas de tijolos, de óleo de coco, de textis,
todos abandonados e bombardeados. “A recuperação
é urgente”. No meio desse caos esta Supinho, uma comunidade
de 80 famílias ao lado da praia e a boca do Rio Namacurra. Há
dois anos atrás o rio transbordou e levou a antiga aldeia de
Supinho. Hoje há uma aldeia nova, toda feita com materiais da
região, o único elemento importado da zona urbana é
o cimento para fazer os sanitários secos. Todas as casa são
de pau-a-pique, a madeira e a argila são do mangue. Toda a estrutura
é feita de madeira do coqueiro, e os tetos são feitos
com folhas do mesmo. O mestre Paulinho, autor de todas a casas de
Supinho, explicou que as casas têm uma durabilidade de 20 anos, só
o teto que leva uma manutenção anual. Todos tem sanitário
seco, cozinha externa, poço, pequeno pomar e horta, cobrindo
com as necessidades básicas de cada família. Agora, de
volta ao Rio de Janeiro, estamos projetando uma clinica, uma escola e
um hotel para implementar o ecoturismo. As obras serão realizadas
utilizando os conceitos da bio-arquitetura e permacultura.

Porta principal com detalhes feitos com conchas do mar.

Aplicando argila nas paredes de uma casa nova.

Ruas de areia e zero lixo, tudo é reaproveitado.
As grandes obras do Mestre Paulinho... a reconstrução de Supinho 2
homens, 80 casas em 2 anos.
ZAMBÉZIA, MOÇAMBIQUE - O Prefeito e Subsecretário de
Supinho, Peter Van Lengen, Mestre Paulinho o bio-arquiteto urbanista,
sua família e sua casa, feita em 20 dias

A matéria-prima de construção cresce entre as casas.

Janela estilo Supinho.

Canoa dos pescadores, toda feita de uma só árvore.

Sem energia elétrica ou combustível, o impacto ambiental é muito suave.