Sempre há um vento, as colinas constantemente são varridas. As casas têm a porta virada ao norte com duas janelas, uma a leste e outra a oeste.

Só dois pedreiros levantam a casa. Tudo nivelado e super bem rebocado, galera sempre equipada e de boa.

Acabamento do teto com pneu reciclado e conchas da praia, dois materiais gratuitos.

Cozinhar com vista ao Oceano Índico. O fogão é a lenha e a madeira coletada para manter o fogo é acumulada de frente ao vento virando a única parede da cozinha. Algumas famílias fazem os tetos de zinco, porém falam mal do desempenho final deste, só simpatizam porque é mais rápido de construir e assim pouco a pouco vão se rendendo ao capitalismo.

Outro milagre, não tem esgoto! É meu pessoal, todos usam sanitários secos. Simples fabricação e geração de mais um recurso humano. O ser humano pode viver bem com um baixíssimo impacto ambiental, este lugar é um grande exemplo e uma inspiração para continuar nossa caminhada.

O povo Xhosa que vive nesta área cuida de quase todas as suas necessidades de vivência. Esta mulher usa a matéria prima mais abundante da terra, a terra para fazer adobes. Por séculos esta foi a área mais abandonada do país.

A família vai crescendo. Todo conjunto tem um curral de vacas, um de cabras, galinheiro e campo para plantio. Sentimos uma sensação de igualdade entre todos os habitantes. A casa quadrada só agora está entrando em moda.

O grande mestre. Esta é a parte construtiva que mais procuramos o Teto de palha do mangue. Técnica totalmente desconhecida aqui no Brasil.

Entrega ecológica para os produtos agrícolas, não existem agrotóxicos, foi milagroso, tudo está saudável e muito saboroso.

A trave na parte sul das casas e puramente ornamental, só muda a cor entre um bairro e outro. Grande parte da água doméstica vem da chuva. Sugerimos colocar algumas pedras dentro das caixas de água para melhorar a qualidade.